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CHUVAS ELEVAM RISCO DE FEBRE MACULOSA E PROLIFERAÇÃO DE CARRAPATO-ESTRELA

Publicada em: 31/03/2026 08:30 -

Foto: Divulgação

As altas temperaturas e o período de chuvas típicos de março acenderam um alerta sanitário para a proliferação do carrapato-estrela (Amblyomma sculptum e Amblyomma cajennense), principal vetor da febre maculosa. A combinação de calor e umidade favorece o desenvolvimento desses aracnídeos e acelera a formação de "enxames de carrapato" (agrupamento de larvas) em áreas de vegetação.

Em 2025, Piracicaba confirmou três mortes pela doença: um homem (50-59 anos) em junho, uma criança (1-9 anos) em julho e outro homem (70-79 anos) em novembro — este último confirmado em janeiro de 2026. Em 2024, não houve registros, enquanto 2023 contabilizou cinco casos e dois óbitos.

Até o momento, em 2026, não há registro oficial de mortes. No entanto, existe a suspeita sobre o óbito de um jovem de 17 anos ocorrido em 29 de março. Em nota emitida às 15h40 de ontem (30/03), a Vigilância Epidemiológica informou que ainda não recebeu notificação formal a respeito deste óbito. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou em nota que disponibiliza os dados atualizados de todo o estado em seu portal oficial, mas não confirmou a morte oficialmente.

 

A doença causa manchas vermelhas no corpo - Foto: Smith Collection/Gado/Getty Images

 

A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato. O diagnóstico precoce é vital, pois o tratamento iniciado nos primeiros dias aumenta drasticamente as chances de cura.

Sintomas em humanos:

Febre de início súbito e dor de cabeça; Dor nas articulações e fraqueza extrema; Erupções cutâneas (manchas vermelhas) que começam nos pulsos e tornozelos entre o 3º e 5º dia, espalhando-se pelo corpo, inclusive palmas e plantas dos pés.

Pets também podem ser afetados. Cães podem contrair a febre maculosa canina (embora rara) e gatos estão expostos à citauxzoonose, doença parasitária grave. Fique atento a sinais como apatia, vômitos, sangramentos e falta de ar nos animais.

As margens do Rio Piracicaba, o Parque da Rua do Porto e as margens do Ribeirão Piracicamirim continuam sendo as principais áreas de risco devido à presença de capivaras.

Evite locais com vegetação alta e margens de rios; Use roupas claras, calças compridas e botas ao circular nessas regiões; Examine o corpo e os pets regularmente após passeios. Caso encontre um carrapato, remova-o com uma pinça, sem esmagá-lo e mantenha jardins e quintais limpos, sem acúmulo de matéria orgânica.

Para orientações técnicas detalhadas, a Secretaria Estadual de Saúde disponibiliza um manual completo em seu portal oficial. Acesse https://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-por-vetores-e-zoonoses/doc/fmaculosa/febremaculosa_esp.pdf

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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